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Idoso ao volante: a hora de desacelerar

Thinkstock

Com cada vez mais idosos dirigindo, descobrir a hora para abandonar o volante torna-se uma decisão bem difícil

 Se você viveu os anos 1980 deve se lembrar de um desenho animado que trazia o simpático velhinho Mr. Magoo como personagem principal. O protagonista do desenho criado em 1949 era portador de forte miopia, mas levava uma vida ativa, dirigia e contava com a sorte para sempre se livrar de acidentes. Daquela época para cá, a população brasileira com mais de 65 anos aumentou bastante, e continua crescendo. Segundo o IBGE, o grupo de idosos de 60 anos ou mais será maior do que o grupo de crianças com até 14 anos em 2030. Já em 2055, a população total de idosos será maior que a de pessoas com até 29 anos.

Pesquisadores da Escola de Engenharia de Massachusetts acreditam que a população está envelhecendo mais rápido a cada dia. O professor doutor Alexander Pollatsek, do departamento de Psicologia da Universidade de Massachusetts, e estudioso do comportamento de motoristas nos Estados Unidos, contou  à Autoesporte que pessoas com mais de 70 anos tendem a se envolver mais em acidentes de carro do que os mais jovens. Isso porque, segundo ele, o item principal que relaciona os jovens a acidentes é a inexperiência. Afinal, eles não sabem antecipar um risco em potencial. “Uma das causas principais de acidente entre idosos é o fato de eles não checarem mais de uma vez o tráfego ao passar por cruzamentos, por exemplo. Além disso, também dirigem mais devagar, o que os deixa expostos para serem abalroados”, conta Pollatsek.

No ano passado, o estado de São Paulo contabilizava 13,64% dos motoristas com mais de 65 anos. Na cidade de Ribeirão Preto, por exemplo, os velhinhos somavam 12,86% em relação aos jovens de 18 a 24 anos, e representavam 10% dos condutores (dados do Detran/SP). Na contramão dos que imaginam que isso representa um perigo à população estão os números do DPVAT paulista, que vão de encontro à tese do doutor Pollatsek. Isso porque, segundo o mesmo órgão de trânsito paulista, o número de acidentes fatais envolvendo jovens é cinco vezes maior do que o de idosos.


Para o neurologista do Hospital das Clínicas, doutor Flávio Sallem, todos os carros vendidos para idosos deveriam vir com câmbio automático e direção hidráulica. Porque, além dos problemas de visão, dores nas juntas podem dificultar o acesso aos pedais e comandos mais duros. Afora os problemas inerentes à terceira idade, quando da ausência de sequelas como derrame ou problemas neurológicos, a maior preocupação gira em torno do fator esquecimento. Segundo o médico do HC, muitos familiares se preocupam com seus pais e avós temendo que eles esqueçam o caminho de casa, se percam ou até acabem se acidentando. Além disso, o preconceito e o desrespeito são barreiras tão intransponíveis aos experientes condutores quanto os problemas crônicos de saúde. O doutor Flávio não concorda que o direito na condução de um veículo, por uma pessoa de faixa etária avançada, deva ser tolhido. Ao contrário, ele acha que cada caso deve ser analisado com avaliações médicas e cognitivas periódicas. Lembrando que a validade da CNH para maiores de 65 anos é de no máximo três anos, definida pelo exame médico.

Essa situação foi vivida por Maria Luiza dos Santos Seva, de 94 anos, moradora de Campinas, interior de São Paulo, que dirigiu até os 91. Os filhos de dona Iza, com anuência dos médicos, acharam que ela deveria abandonar o volante. A ex-professora acredita que poderia ter continuado, mas acatou a decisão. “Eu sinto falta de dirigir, e agora dependo de outras pessoas para me locomover. Fui umas das primeiras mulheres habilitadas da cidade, isso foi em 1944!”, contou orgulhosa. Dona Iza, que afirma ter batido apenas uma vez na vida, é uma daquelas pessoas que inspiram a gente. Faz musculação e alongamento todos os dias, e diz sempre ter gostado de esportes em geral. Depois de abandonar o volante, foi forçada a vender seu carro, porque os netos viviam brigando por ele. E com muito bom humor fala de sua da cunhada, com mais de 90 anos, e que ainda dirige. “Não tenho coragem de pegar uma carona com ela, porque ela não enxerga direito”, diz.

Para Elmi de Oliveira Fonseca Lahoz, de 78 anos, professora e moradora da cidade de São José do Rio Preto, em São Paulo, não há muita tolerância com os idosos. “Acho que o preconceito é a principal dificuldade que eu enfrento quando estou dirigindo”, diz. A cidadã rio-pretense, que renovou a CNH há dois anos e reclama do trânsito intenso em determinados horários, disse que assume o volante apenas quando não há ninguém mais para fazê-lo, e que mesmo assim só arrisca ir até o supermercado, ou a alguma loja perto de onde mora.

As recomendações médicas para os idosos são as mesmas que valem para os menos experientes. Manter uma rotina saudável, evitando o fumo e o álcool em excesso. Além de tratar doenças crônicas, diabetes e manter o peso adequado, recomenda-se também de sete a oito horas de sono por noite e atividades físicas moderadas. “A decisão de abandonar o volante fica com o médico, e com a família, quando há evidência de deficiência física ou cognitiva irreversível ou séria. E quando traga riscos para a saúde do idoso e para as demais pessoas nas ruas”, conclui o doutor Sallem.

Fonte: Alexandre Izo/Auto Esporte

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